O módulo de Projetos é onde a OSC planeja, executa, acompanha e encerra suas iniciativas — um evento, uma obra, uma campanha, um edital, um serviço continuado. Cada projeto reúne, num só lugar, o planejamento (escopo, equipe, orçamento, marcos, riscos), a execução (tarefas, comunicação, evidências), o financeiro vinculado (despesas, receitas, pedidos e reembolsos do projeto) e o encerramento (avaliação, lições aprendidas e relatório final).

💡 Por que isso importa

OSC séria não trata “todo dinheiro como uma coisa só”. Cada projeto tem orçamento próprio, um financiador que vai pedir prestação de contas específica, uma equipe responsável e um prazo. Misturar tudo no caixa geral cria dois problemas: (1) a prestação de contas vira pesadelo, porque você precisa recortar depois o que foi do projeto e o que não foi; e (2) a decisão fica cega, porque você não sabe se o projeto está dentro do orçamento e no prazo até o último mês. O módulo de Projetos resolve isso: você vincula cada despesa, tarefa e marco ao projeto desde o começo, e o sistema te mostra a qualquer momento como ele está de saúde.

O que é gerir projetos numa OSC

Boa parte do trabalho de uma OSC acontece em iniciativas com começo, meio e fim: o acampamento de inverno, a reforma da sede, a campanha do agasalho, o projeto aprovado num edital de cultura. Cada uma dessas iniciativas é um projeto — tem um objetivo, um prazo, um dinheiro reservado e pessoas responsáveis.

Gerir um projeto é responder, ao longo do caminho, a três perguntas simples:

  • Vamos conseguir entregar o que prometemos? (escopo e marcos)
  • O dinheiro vai dar? (orçamento × gasto real)
  • O que pode dar errado e o que já estamos fazendo a respeito? (riscos)

Quem responde a essas perguntas no fim do projeto já chegou tarde. Quem responde durante consegue corrigir a rota — pedir mais prazo, remanejar orçamento, acionar um plano B. É exatamente para isso que serve este módulo.

📖 Conceito · Projeto × caixa geral da OSC

O financeiro do projeto não é uma caixinha separada do banco. O dinheiro continua sendo o da OSC, nas mesmas contas. O que o projeto faz é rotular as movimentações: “esta despesa de R$ 300 em material foi do Acampamento”. Assim você vê o recorte do projeto sem deixar de ver o todo.

O modelo de gestão de projetos do RIT360 Financeiro

O RIT360 Financeiro organiza cada projeto em torno de um ciclo de vida e de três fases de trabalho. Você não precisa preencher tudo — comece pelo essencial e detalhe conforme o projeto avança.

O ciclo de vida

Todo projeto caminha por uma sequência de status, com aprovações nos momentos-chave:

Status O que significa
Em planejamento A equipe está montando escopo, equipe e orçamento.
Aguardando aprovação inicial O coordenador pediu autorização para iniciar; falta a aprovação da OSC.
Em execução Aprovado e rodando. É aqui que as tarefas andam e o dinheiro se movimenta.
Aguardando encerramento A execução terminou; falta a avaliação final e a aprovação do encerramento.
Concluído Encerrado e avaliado. Fica como histórico e prestação de contas.
Pausado Temporariamente parado (sem cancelar). Os lembretes e cobranças congelam.
Cancelado Encerrado sem conclusão (o projeto não vai mais acontecer).

📖 Conceito · Por que pedir aprovação para iniciar e para encerrar

Os dois “portões” de aprovação (iniciar e encerrar) existem para dar governança sem burocratizar o resto. Aprovar a abertura significa: “a diretoria concorda com este escopo e este orçamento”. Aprovar o encerramento significa: “a diretoria reconhece que este projeto acabou, com este resultado e esta prestação de contas”. Entre os dois portões, a equipe trabalha com autonomia. Quem aprova é configurável pela OSC, como nos demais fluxos.

Quem aprova, e o que fazer se não houver ninguém

Quem pode aprovar a abertura e o encerramento de um projeto é definido pela organização em Configurações → Fluxo de Aprovações → aba Projetos — por papel (Presidente e Tesoureiro, por padrão) ou por pessoas específicas. Ver Fluxo de Aprovações → Aprovação de projetos.

Ao solicitar aprovação (na abertura) ou solicitar encerramento, a tela do projeto passa a mostrar quem está apto a aprovar. Se você for uma dessas pessoas, a tela avisa e traz o botão de aprovar ali mesmo — não é preciso perguntar à diretoria quem decide, nem procurar em outro lugar.

Projeto "Aguardando aprovação inicial", com o aviso "Você aprova este projeto" e o botão Aprovar abertura em destaque Projeto aguardando aprovação inicial — quem pode aprovar vê o botão em destaque

O mesmo aviso no celular O mesmo aviso, no celular

⚠️ Atenção · Quem propõe, normalmente, não aprova

A regra geral é que quem solicita a abertura ou o encerramento não é quem aprova — é a segunda pessoa conferindo que dá valor à aprovação. A exceção é a OSC com uma única pessoa habilitada a aprovar: nesse caso, ela pode aprovar o próprio projeto, porque impedir isso travaria o projeto indefinidamente. Havendo mais de uma pessoa apta, a regra de quatro olhos volta a valer — mesmo que a organização tenha ligado o ajuste “Permitir auto-aprovação” em Configurações → Fluxo de Aprovações (ver Fluxo de Aprovações).

Ao solicitar aprovação sendo você a única pessoa habilitada, o sistema mostra uma confirmação avisando disso antes de concluir — para você já saber, na hora de enviar, que a aprovação vai cair na sua própria mão.

⚠️ Atenção · Se ninguém puder aprovar

Pode acontecer de a organização ficar sem nenhuma pessoa habilitada a aprovar projetos — por exemplo, quando a única pessoa indicada teve o vínculo com a OSC encerrado. Nesse caso, a tela do projeto avisa que é uma situação a resolver e leva direto para Configurações → Fluxo de Aprovações, para que alguém com acesso a essa página indique um aprovador. Sem isso, o projeto fica parado em “Aguardando aprovação” sem ninguém conseguir liberá-lo.

✓ Dica · OSC pequena, indique um segundo aprovador

Se a sua organização tem só uma pessoa na administração, vale conferir em Configurações → Fluxo de Aprovações → aba Projetos quem está indicado como aprovador de projetos. Ter uma segunda pessoa — mesmo que raramente precise aprovar — mantém a conferência de quatro olhos, que é o motivo de a aprovação existir. Foi exatamente a falta dessa segunda pessoa, numa OSC onde a presidente era a única aprovadora possível, que deixou um projeto esperando uma aprovação que só ela mesma podia dar.

As três fases de trabalho

Dentro do projeto, o trabalho se organiza em abas que correspondem às fases:

  1. Planejamento — o que vamos fazer, com quem, com quanto e com quais riscos.
  2. Execução — fazer acontecer: tarefas, comunicação da equipe, evidências do que foi feito.
  3. Encerramento — avaliar o resultado, registrar o que aprendemos e gerar o relatório final.

Há ainda uma aba de Resumo (a visão de uma página do projeto), uma de Financeiro (o dinheiro do projeto) e uma de Relatório (os números do projeto nos relatórios da OSC).

A saúde do projeto

A cada projeto o RIT360 Financeiro atribui um indicador de saúde — um semáforo (🟢 Saudável, 🟡 Atenção, 🔴 Crítico) com uma pontuação de 0 a 100. Ele combina três sinais:

  • Prazo — o projeto está dentro da janela prevista?
  • Orçamento — o gasto está dentro do que foi previsto?
  • Riscos — há riscos materializados ou sem tratamento?

💡 Por que isso importa

O semáforo é o que transforma “uma porção de projetos” em gestão de portfólio. No Painel, a diretoria vê de relance quantos projetos estão saudáveis e quais pedem atenção — sem abrir um por um. É a diferença entre descobrir que um projeto estourou o orçamento no dia da prestação de contas e descobrir a tempo de fazer algo.

Conceitos essenciais

📖 Conceito · Tipo do projeto

Ao criar, você escolhe o tipo: Evento, Obra, Campanha, Produto/Serviço, Programa, ou “Começar do zero” (sem modelo, você monta tudo). O tipo adapta a experiência: um Evento ganha campo de número de participantes e a calculadora de taxa de inscrição; cada tipo (exceto “Começar do zero”) já vem com uma sugestão de marcos-modelo e de riscos típicos — uma Obra sugere marcos como “Início da execução / Conclusão da obra / Vistoria”; um Evento sugere “Divulgação / Evento realizado / Prestação de contas”; um Programa sugere “Plano do programa aprovado / Início do atendimento / Primeira avaliação de metas / Relatório do período”, com riscos como demanda acima da capacidade de atendimento, interrupção do financiamento e rotatividade de equipe. Você usa as sugestões que quiser e adiciona as suas.

Programa é o tipo certo para uma linha de atendimento ou serviço que se repete, com metas e público definido — um programa de passagens para pacientes, uma cesta básica mensal, um atendimento continuado. Ele se distingue dos demais pela natureza do trabalho: um Evento tem data marcada e acaba nela; uma Obra entrega algo físico e acaba quando a entrega é feita; uma Campanha é um esforço pontual de arrecadação ou mobilização; já um Programa é uma atividade contínua, sem um único marco de “pronto” — o que ele tem, como todo projeto, é um período (início e fim) dentro do qual ele roda.

⚠️ Não existe projeto sem data de término — nem para um Programa de longa duração. Todo projeto no RIT360 Financeiro tem início e fim, porque é o período que baliza o orçamento, as metas e a prestação de contas do exercício. Se o seu programa é para durar anos, isso não é problema: coloque uma data de término distante, compatível com o horizonte real do programa (por exemplo, o fim do exercício seguinte, ou a data prevista de revisão do plano). Quando o período terminar e o programa continuar, você edita as datas (ver “Editar o projeto após a criação” abaixo) e segue — não precisa recriar o projeto nem perder o histórico.

📖 Conceito · Papel no projeto

Dentro de um projeto, cada pessoa tem um papel no projeto, que é diferente do papel dela na OSC. Quem conduz é o Coordenador do projeto — pode editar escopo, equipe, marcos e riscos, gerenciar tarefas e solicitar despesas. Demais integrantes contribuem (assumem tarefas, comentam, anexam evidências) mas não mudam o planejamento. Um voluntário comum da OSC pode ser coordenador de um projeto específico; um tesoureiro pode ser só integrante de outro. O acesso ao projeto respeita esse papel.

A lista de projetos

Lista de projetos em desktop Lista de projetos em desktop — as colunas Nome, Tipo, Status, Criado em e Período ordenam ao clique no título

🎥 Vídeo tutorial · Criei um projeto: quem aprova?

Esta tela tem um vídeo curto (sem áudio, com legendas) mostrando o caminho de um projeto até ficar aprovado — clique no ícone de vídeo, no canto direito do cabeçalho. Veja todos os vídeos disponíveis em Vídeos tutoriais dentro do app.

A tela Projetos lista as iniciativas da OSC. No computador (telas a partir de 1024 px), a lista é uma tabela com as colunas Nome, Tipo, Status, Saúde (o semáforo + pontuação), Criado em (a data em que o projeto foi cadastrado) e Período. No celular, a mesma informação vira cards verticais, sem cabeçalho de coluna. Clique em qualquer projeto para abrir o detalhe.

Para ordenar a lista, clique no título de uma das colunas Nome, Tipo, Status, Criado em ou Período — um segundo clique na mesma coluna inverte o sentido (crescente/decrescente). A coluna Saúde não ordena, porque aquele indicador é calculado à parte da lista. Sem nenhuma coluna escolhida, a lista vem com os projetos criados mais recentemente primeiro; a coluna Período ordena pela data de início do projeto. A ordem escolhida entra no endereço da tela, então quem copiar o link e mandar para outra pessoa entrega a lista na mesma ordem — do mesmo jeito que já acontece com a busca e os filtros. No celular, sem cabeçalho para clicar, a lista em cards segue a ordem que estiver em vigor.

No topo você tem busca por nome e filtros por Status, Tipo e Saúde — úteis para, por exemplo, ver só os projetos em execução que estão em atenção.

O botão Novo projeto abre um assistente de 3 passos (tipo e identidade · período · financeiro essencial), com textos de ajuda em cada etapa e o aviso de que você ficará registrado como coordenador do projeto. Para um Evento, o assistente pede o número estimado de participantes; o texto se adapta ao tipo escolhido. Convidar outras pessoas para a equipe é feito depois, já com o projeto criado (ver “Equipe” na aba Planejamento). No último passo, o botão Criar projeto conclui — e o projeto nasce Em planejamento, ainda ajustável antes de você pedir a aprovação de abertura.

Sair no meio do cadastro não perde o preenchimento

Aviso "Rascunho recuperado do seu dispositivo", com o botão Descartar, e o assistente restaurado no passo 2 de 3 Reabrindo “Novo projeto” depois de sair no meio do passo 2 — o rascunho volta de onde parou

O mesmo aviso no celular O mesmo aviso, no celular

💡 Por que isso importa

Preencher escopo, período e orçamento essencial de um projeto novo leva alguns minutos, e é comum ser interrompido no meio — uma ligação, uma reunião, o celular que trava no seletor de arquivo. Antes, fechar a aba nesse momento significava perder tudo e começar de novo. Agora não perde.

Enquanto você preenche o assistente de Novo projeto, o RIT360 Financeiro salva um rascunho automaticamente no seu dispositivo — sem precisar clicar em nada para isso acontecer. Se você fechar a aba, recarregar a página ou o navegador cair no meio do preenchimento, ao voltar em Projetos → Novo projeto o assistente restaura os campos e o passo em que você estava, com um aviso no topo: “Rascunho recuperado do seu dispositivo. Continue de onde parou.”

  • O rascunho é só seu, e só naquele aparelho. Ele fica guardado no navegador do dispositivo onde você estava digitando — não vai para o servidor, não aparece para outra pessoa da equipe, e não existe se você abrir o assistente num computador ou celular diferente.
  • Descartar — o aviso de rascunho recuperado tem um botão para isso: começa o assistente do zero, limpo, sem o que estava preenchido antes.
  • O rascunho some quando o projeto é criado — ao concluir o assistente com sucesso, o rascunho local é apagado; ele não fica sobrando para reaparecer num próximo projeto novo.

✓ Dica · O rascunho não substitui salvar de vez em quando em telas longas

Fora do assistente de projeto, o mesmo mecanismo guarda rascunho local em outros formulários longos do RIT360 Financeiro (novo lançamento, reembolso, pedido de pagamento). Ele é uma rede de segurança contra fechamento acidental — não um lugar para deixar um cadastro pela metade por dias; prefira concluir ou descartar.

Arquivar e desarquivar um projeto

Lista de projetos com o contador de arquivados e o atalho para vê-los A lista de projetos esconde os arquivados por padrão — um contador diz quantos estão escondidos, com atalho para vê-los

💡 Por que isso importa

Toda OSC acumula projetos concluídos ou cancelados há anos, e eles não deixam de existir — continuam valendo para o fechamento do exercício, para relatórios e para o histórico. O problema é a lista do dia a dia: depois de alguns anos, ela vira uma rolagem enorme de coisa que já acabou, e achar o projeto que está rodando agora fica mais difícil a cada mês. Arquivar resolve isso sem apagar nada — tira o projeto do caminho de quem trabalha hoje, sem tirá-lo da história da organização.

📖 Conceito · Arquivar não é um status do projeto

Arquivado não entra no ciclo de vida (Em planejamento → Em execução → Concluído, etc. — ver acima). É uma marcação à parte, que existe por cima de qualquer status. Um projeto Concluído pode estar arquivado ou não; um projeto ainda Em execução também pode ser arquivado, se a OSC decidir tirá-lo da vista por algum motivo. Desarquivar devolve o projeto exatamente como estava — o status que ele tinha antes de ser arquivado não muda em nada.

Como arquivar

Cada projeto da lista tem um botão de Arquivar (individual). Se o projeto ainda está ativo — em planejamento, aguardando aprovação, em execução, aguardando encerramento ou pausado —, a confirmação avisa disso antes de deixar seguir, porque arquivar um projeto em andamento tira as pessoas dele do radar.

⚠️ Atenção · Arquivar um projeto ativo não pausa nem cancela o trabalho

O projeto continua no status em que estava — só some das telas que listam “o que está acontecendo agora”. Se a intenção é parar o projeto temporariamente, use Pausar no ciclo de vida (ver acima), não Arquivar. Se a intenção é encerrar sem concluir, use Cancelar. Arquivar é sobre visibilidade; Pausar e Cancelar são sobre o andamento do próprio projeto.

Arquivar vários de uma vez

Seleção múltipla na lista de projetos com a barra de ações em lote Projetos selecionados e a barra de ações em lote — Arquivar, com a contagem de quantos serão afetados

Marque o checkbox de cada projeto (ou selecione todos de uma vez) para arquivar vários juntos — útil ao início de um exercício novo, para tirar de circulação de uma só vez os projetos concluídos no ano anterior. A confirmação diz quantos projetos serão afetados antes de você seguir.

Painel de resultado da ação em lote sobre projetos Resultado da ação em lote — projetos arquivados, recusados por regra e com falha, cada um com o motivo

Depois de confirmar, um painel de resultado mostra, separadamente, o que foi concluído, o que foi recusado por regra e o que falhou — o mesmo modelo usado nas ações em lote de Tarefas e Evidências, acima. O painel fica na tela; releia antes de fechar se o lote for grande.

O que muda ao arquivar

  • Deixa de ser oferecido ao lançar uma despesa, pedir pagamento, pedir reembolso ou importar lançamentos por planilha — o projeto não aparece mais nas listas de “vincular a um projeto”.
  • Sai do menu e dos cartões do Painel, que mostram só o que está em andamento.
  • Sai da página pública de transparência, se a OSC publica projetos — mesmo que o projeto estivesse marcado para aparecer lá (ver Escolher quais projetos aparecem na página pública, abaixo).
  • Para de gerar lembretes automáticos — tarefa atrasada, marco vencido, cobrança de status update. Ninguém recebe mais aviso sobre um projeto que já não está em foco.

O que não muda

  • O fechamento orçamentário do exercício continua contando o projeto normalmente.
  • Relatórios e filtros de histórico continuam enxergando o projeto — arquivar não apaga nem esconde dado financeiro já lançado.

✓ Dica · O passado não muda porque alguém arquivou

Arquivar é uma decisão sobre o que aparece hoje, nunca sobre o que aconteceu. Se você está prestando contas de um exercício encerrado, pode arquivar os projetos daquele ano sem medo: o relatório de prestação de contas, o fechamento orçamentário e o histórico de movimentações continuam íntegros e completos.

Editar um projeto arquivado

Projeto arquivado com o botão Editar desativado Num projeto arquivado, o botão Editar do bloco Identidade aparece desativado, e o selo “Arquivado” fica ao lado do status

O nome e os dados de identificação de um projeto arquivado ficam congelados: o botão Editar fica desativado enquanto ele estiver arquivado. Para mudar qualquer coisa, desarquive primeiro — use Reabrir, no topo da página do projeto.

Se você chegar direto ao endereço de edição de um projeto arquivado ou encerrado — por um link salvo ou pelo histórico do navegador — a tela explica que o projeto está arquivado (ou encerrado) e que é preciso reabri-lo antes de editar, com um botão para voltar à página do projeto.

⚠️ Atenção · Congelado é de propósito, não é bug

A trava existe para que um projeto arquivado — inclusive um já Concluído, já prestado — não mude de nome ou de dado de identificação em silêncio, sem que a decisão de reabri-lo seja explícita. Precisa corrigir algo? Desarquive, edite, e arquive de novo se quiser.

Quem pode arquivar e desarquivar

Arquivar e desarquivar são ações de quem administra os projetos da organização (Presidente, Tesoureiro) — e também do coordenador daquele projeto específico (ver “Papel no projeto”, acima): mesmo sem administrar os demais projetos da OSC, quem coordena um projeto pode arquivá-lo e desarquivá-lo. O que abre esse acesso é o vínculo de coordenador naquele projeto, não o papel da pessoa na organização — ver o quadro em Papéis e Permissões.

A aba Resumo

Aba Resumo do projeto Resumo — identidade, saúde com os três sinais, próximos marcos e último status update

O Resumo é a visão de uma página: a identidade do projeto (tipo, status, datas, coordenadores), o cartão de saúde com os três sinais (Prazo, Orçamento, Riscos), os próximos marcos e o último status update publicado pela coordenação. É a tela para olhar de manhã e saber, em segundos, como o projeto está.

No topo do detalhe ficam as ações de ciclo de vida disponíveis para o status atual (ex.: Solicitar aprovação, Pausar, Solicitar encerramento, Cancelar projeto), e, ao lado delas, o botão Editar — ver “Editar o projeto após a criação”, abaixo.

Editar o projeto após a criação

Editar a identidade do projeto Edição da identidade: nome, descrição, tipo, datas e categorias permitidas

Projetos mudam durante a execução — troca a coordenação, a data escorrega, o escopo se ajusta. Por isso os dados de identidade podem ser editados depois de criados, pelo botão Editar, no cabeçalho do projeto — ao lado das ações de ciclo de vida (ver “A aba Resumo”, acima), alcançável de qualquer aba, não só da aba Resumo. No celular ele entra no mesmo menu Mais ações das transições de status. Dá para ajustar nome, descrição, tipo, datas de início e fim e as categorias permitidas (e, em projetos do tipo Evento, o número de participantes esperados).

Escolher as categorias permitidas

📖 Conceito · Categorias permitidas são uma restrição, não uma lista de inclusão

É o ponto que mais confunde: marcar categorias aqui não adiciona opções ao projeto — restringe quais categorias de despesa ele aceita. Lista vazia significa “todas as categorias são aceitas”, inclusive as que a OSC criar depois de hoje. Marcar uma ou mais categorias tira o projeto desse modo aberto e passa a aceitar só o que estiver marcado — nem as futuras entram automaticamente.

Tanto na criação quanto na edição, a lista de categorias permitidas do projeto vem com uma busca por nome e dois botões: Marcar todas e Desmarcar todas. Com uma busca ativa, os próprios botões mudam de nome — passam a ser Marcar todas as encontradas e Desmarcar as N encontradas — porque aí eles valem só sobre o que a busca está mostrando, e não sobre a lista inteira. É o próprio botão dizendo o que vai fazer antes de você clicar. Abaixo da lista, um texto conta sempre quantas categorias estão marcadas — ou avisa que nenhuma está, e que por isso todas são aceitas.

Categorias permitidas com busca ativa: botões "Marcar todas as encontradas" e "Desmarcar as N encontradas", e o aviso de categorias marcadas fora da busca Busca ativa filtrando “material” — os botões mudam de nome e o aviso mostra o que está marcado fora da busca

A mesma tela no celular A mesma tela, no celular

⚠️ Atenção · Com a busca ativa, “Desmarcar” só limpa o que está na tela

Se você digitou algo na busca, o botão vira Desmarcar as N encontradas — e ele desmarca só as categorias que a busca está mostrando naquele momento, não a lista inteira. Já aconteceu de alguém achar que tinha limpado tudo, sem perceber que categorias marcadas fora da busca continuavam marcadas — e o projeto continuou restrito a elas. Para desmarcar tudo de verdade: limpe o texto da busca antes de clicar em Desmarcar todas, ou use o texto de contagem abaixo da lista para confirmar que chegou a zero. Se sobrar algo marcado fora da busca atual, a tela mostra um aviso e um botão extra — Desmarcar todas (N) — que limpa a seleção inteira de uma vez, independente da busca.

✓ Dica · Projeto que aceita quase tudo

Um projeto com orçamento amplo, que aceita quase todas as categorias da OSC, não precisa mais ser marcado categoria por categoria. Filtre pelas poucas que não devem entrar, marque todas as outras e depois desmarque as exceções — ou o caminho inverso, filtrando pelo que deve entrar. Lembrando que deixar a lista vazia é a forma mais simples de aceitar tudo, inclusive categorias que a OSC ainda vai criar.

⚠️ Atenção · Se uma categoria não puder ser aceita

Ao salvar, o sistema confere cada categoria escolhida antes de gravar. Havendo alguma que não pode ser aceita, a mensagem diz o motivo exato, categoria por categoria: apagada do cadastro (foi excluída em Configurações → Categorias — ver Excluir categorias e centros de custo) ou de outra organização. Remova a categoria apontada da lista, escolha a categoria certa e salve de novo.

Quando uma categoria não é aceita pelo projeto

Um projeto com lista de categorias permitidas (acima) só aceita lançamento cuja categoria esteja nessa lista. Sempre que você tenta ligar um lançamento a um projeto assim — lançando, editando, corrigindo dados de um lançamento pago, pedindo reembolso ou pagamento, ou vinculando lançamentos já existentes (ver Vincular lançamentos existentes, abaixo) — e a categoria não está na lista, a ação é recusada com uma mensagem única, em qualquer um desses lugares:

“A categoria “Material de construção” não está entre as permitidas por este projeto. Para usá-la, abra o projeto, vá em Identidade › Categorias permitidas e inclua a categoria — depois refaça este lançamento.”

  • A mensagem nomeia a categoria — a sua, não uma lista genérica de “categoria inválida”. Havendo mais de uma categoria recusada de uma vez (lançamento com valor dividido entre categorias), a mensagem nomeia até três e resume o resto (“e mais N”).
  • O caminho que ela indica é sempre o mesmo: abrir o projeto, ir em Identidade → Categorias permitidas (ver Escolher as categorias permitidas, acima) e incluir a categoria que faltou — depois repetir a ação que foi recusada.
  • Nada é gravado enquanto a recusa não for resolvida. O lançamento continua como estava antes da tentativa — sem projeto, no projeto anterior, ou fora da correção que você tentou fazer.

✓ Dica · Duas saídas, dependendo do que faz mais sentido

Encontrou a recusa? Você tem duas opções, não uma só: incluir a categoria na lista de permitidas do projeto (quando ela realmente deveria caber ali), ou trocar a categoria do lançamento (quando foi ela que saiu errada). A mensagem só aponta o conflito — qual dos dois lados corrigir é uma decisão sua.

Mudanças que exigem reaprovação. A regra depende do estado do projeto:

  • Projeto ainda não aprovado — você edita direto, qualquer campo.
  • Projeto com abertura já aprovada — mudanças de nome, descrição e categorias permitidas valem na hora, sem esperar aprovação de ninguém; já as que afetam prazo ou escopo (datas, tipo, número de participantes esperados) entram como uma alteração proposta, aguardando reaprovação. O projeto continua rodando com os valores atuais (do prazo/escopo) e um aviso mostra a mudança proposta (de → para). Quem aprova pode aprovar ou rejeitar; quem propôs pode cancelar a proposta. As pessoas certas são avisadas pelos canais que escolherem nas preferências de notificação. Ao salvar, a mensagem de confirmação diz separadamente o que já valeu e o que foi enviado para aprovação — nunca dá a entender que tudo foi aplicado de uma vez.

📖 Conceito · Categorias permitidas saíram da reaprovação

Até pouco tempo, mudar as categorias permitidas de um projeto já aprovado também gerava uma proposta pendente, junto com tipo, datas e participantes. Isso mudou: hoje a mudança de categorias vale na hora, porque restringir ou liberar categorias não altera o prazo nem o escopo aprovado do projeto — é ajuste de conformidade contábil, não decisão que precise da segunda pessoa. Se o projeto tinha uma proposta pendente que só pedia mudança de categorias, ela passou a aparecer como desnecessária, com um botão para descartar.

⚠️ Atenção · Toda mudança de identidade pede um motivo, de pelo menos 10 caracteres

Editar direto, propor mudança num projeto já aprovado, aprovar a proposta ou rejeitá-la: nos quatro caminhos, o campo Motivo é obrigatório, com no mínimo 10 caracteres — a tela não deixa confirmar antes disso. Ao propor uma mudança, o motivo fica visível para quem for aprovar, ao lado do de→para de cada campo alterado; ao aprovar ou rejeitar, o motivo de quem decidiu fica registrado junto com a decisão. Em qualquer um dos quatro, o texto fica guardado na trilha do projeto — quem revisar depois vê não só o que mudou, mas por que.

Exemplo de motivo ao propor: “O acampamento foi adiado e o período precisou ser ajustado.” Exemplo ao aprovar: “Nova data confirmada com a diretoria.” Exemplo ao rejeitar: “A nova data conflita com outro evento já confirmado.”

Avisos antes de salvar. Sem apagar nada, o sistema avisa quando uma edição pode ter efeito colateral: ao remover uma categoria que já tem lançamentos, ao encurtar as datas deixando lançamentos fora do novo período, ou ao trocar o tipo de um projeto que já tem dados específicos. Em todos os casos você vê o aviso e confirma antes de seguir.

💡 Por que isso importa · Mudar sem perder o controle

Editar livremente um projeto já aprovado abriria brecha para alterar prazo e escopo sem ninguém saber; travar tudo obrigaria a recriar o projeto a cada ajuste. O caminho do meio — nome/descrição livres, prazo/escopo sob reaprovação — deixa o trabalho fluir e mantém o rastro de quem mudou o quê e quando, que é o que a diretoria precisa na hora de prestar contas.

A aba Planejamento

Aba Planejamento Planejamento — escopo, equipe, marcos, riscos (com severidade) e partes interessadas

O Planejamento reúne cinco blocos:

  • Escopo — três campos em linguagem direta: Objetivos (o que o projeto quer alcançar), Critérios de sucesso (como saberemos que deu certo) e O que NÃO faz parte (para evitar mal-entendidos). Cada campo traz um exemplo.
  • Equipe — quem participa e em que papel. Você adiciona membros, muda papéis e remove. O sistema garante que o projeto sempre tenha pelo menos um coordenador. Quem deixou a organização continua listado, marcado como ex-membro; quem apenas está com o acesso desativado aparece como “Desativado” (ver logo abaixo). Dá para adicionar várias pessoas de uma vez, todas com o mesmo papel — ver “Adicionar várias pessoas à equipe” logo abaixo.
  • Marcos — as entregas/etapas com data prevista. Você pode marcar como atingido, reagendar e usar o modelo de marcos sugerido pelo tipo do projeto. Marcos pendentes que passam da data viram “perdidos” e alimentam a saúde do projeto.
  • Riscos — o que pode dar errado, com Probabilidade (Baixa/Média/Alta) e Impacto (Alto/Médio/Baixo). Quando os dois estão definidos, o risco mostra um selo de severidade (Probabilidade × Impacto), de Baixa a Alta — para você priorizar. Você pode marcar um risco como materializado ou mitigado.
  • Partes interessadas (stakeholders) — pessoas e organizações externas relevantes (financiador, parceiro, poder público) e o canal de contato.

✓ Dica · Risco bom é risco escrito antes

O valor do bloco de riscos não está em prever o futuro — está em combinar antecipadamente o que faremos se acontecer. Um risco “Atraso na entrega do fornecedor — Probabilidade Média, Impacto Alto, mitigação: confirmar prazo por escrito e ter fornecedor reserva” vale mais do que dez reuniões de pânico depois que o fornecedor sumiu. Escreva os 3 ou 4 riscos óbvios logo no planejamento.

Adicionar várias pessoas à equipe

Ao adicionar gente ao projeto, você pode selecionar várias pessoas de uma vez e atribuir a todas o mesmo papel. Se quiser papéis diferentes para pessoas diferentes, faça a operação em duas vezes — uma leva para cada papel.

Se alguma das pessoas selecionadas não puder entrar (por exemplo, já está na equipe ou não pertence mais à organização), as demais entram normalmente: a operação não é cancelada por causa de uma pessoa. O sistema mostra, pessoa por pessoa, quem entrou na equipe e, para quem não entrou, o motivo.

Quem saiu da organização continua na equipe

Quando alguém deixa a organização, ela não desaparece dos projetos de que participou. O nome continua na equipe, com o papel que tinha no projeto, acompanhado do selo “Ex-membro da organização” — e o mesmo aviso aparece ao lado do nome na lista de coordenadores, no Resumo.

Essa participação passa a ser só registro: não dá mais para mudar o papel dela nem removê-la da equipe pela tela. E a pessoa não aparece mais como opção para novas atribuições — não é oferecida ao adicionar gente à equipe, ao escolher o responsável por uma tarefa nem na lista de menções (@) do mural.

O histórico, porém, continua consultável: quem saiu permanece no filtro de responsáveis das tarefas, para você conseguir ver o que aquela pessoa tocou enquanto esteve no projeto.

⚠️ Atenção · Voltar à organização não devolve os projetos antigos

Quem foi removido da organização perde todos os poderes que tinha. Se a pessoa for incluída outra vez no futuro, ela não recupera a coordenação nem a participação nos projetos de antes — a linha de ex-membro continua como registro, e é preciso adicioná-la de novo à equipe de cada projeto em que ela deve atuar. Se a saída é só uma pausa (licença, afastamento), prefira desativar o acesso: aí o retorno é automático.

E quem só está com o acesso desativado?

É uma situação diferente, e a equipe agora mostra a diferença: quem continua vinculado à OSC mas está com o acesso desativado aparece com o selo “Desativado” ao lado do papel no projeto — não com o selo de ex-membro. Enquanto estiver assim, o papel dessa pessoa no projeto não é editável pela tela — e ela não tem poder nenhum no projeto nem nas aprovações: não coordena, não pede pagamento em nome do projeto, não vota. O papel fica guardado, e ao reativar o acesso ela volta a ser a coordenadora (ou o que era) do mesmo projeto, sem precisar ser adicionada de novo.

A distinção importa na hora de entender por que alguém sumiu do projeto no dia a dia: desativado é reversível (basta reativar o acesso em Configurações → Usuários e a pessoa volta a atuar); ex-membro é definitivo — a pessoa saiu da organização e a participação virou só registro.

💡 Por que isso importa · Participação é registro histórico

Duas coisas diferentes se confundem quando alguém sai: o acesso (que deve cessar na hora — quem não é mais da OSC não deve poder entrar, coordenar nem receber tarefa) e o registro de que aquela pessoa trabalhou no projeto (que a OSC precisa guardar). Apagar o nome da equipe resolveria o primeiro problema criando um pior: tarefas e decisões órfãs, e uma prestação de contas que não consegue dizer quem fez o quê. Por isso o RIT360 Financeiro corta o acesso e preserva o registro — o selo “Ex-membro” é exatamente essa distinção aparecendo na tela.

A aba Execução

Aba Execução Execução — tarefas em Kanban, mural de comunicação e evidências

É onde o projeto acontece no dia a dia. Três blocos:

Tarefas. Liste o que precisa ser feito, com responsável, prazo e vínculo a um marco. Você alterna entre Lista e Kanban (quadro com as colunas A fazer · Em andamento · Concluída · Abandonada). Cada cartão tem botões de ação diretos — iniciar, concluir, reabrir, abandonar, editar, remover (editar e remover apenas para a coordenação). Uma tarefa pode ir de qualquer status para qualquer outro (inclusive voltar de Concluída para Em andamento); só ao abandonar o sistema pede uma justificativa.

Concluir, reabrir, abandonar ou remover várias tarefas de uma vez

Na visualização em Lista, marque o checkbox de cada tarefa que quiser (ou selecione todas de uma vez) para agir sobre várias ao mesmo tempo, em vez de repetir o mesmo clique tarefa por tarefa — útil depois de fechar uma etapa inteira do projeto, quando várias tarefas terminam juntas.

Lista de tarefas com seleção múltipla e a barra de ações em lote Tarefas selecionadas e a barra de ações em lote no rodapé — Concluir, Reabrir, Abandonar e Remover

Uma barra de ações aparece no rodapé com Concluir, Reabrir, Abandonar e Remover (as duas últimas, só para a coordenação — mesma regra da ação individual). Ao abandonar em lote, o sistema pede um único motivo, que vale para todas as tarefas marcadas — não um por tarefa.

Depois de confirmar, um painel de resultado fica na tela mostrando, separadamente, o que foi concluído, o que foi recusado por regra e o que falhou:

Painel de resultado da ação em lote sobre tarefas Resultado da ação em lote — itens concluídos, recusados e com falha, cada um com o motivo

📖 Conceito · “Recusado” não é erro — é o sistema aplicando a regra

Uma tarefa já concluída não pode ser “concluída” de novo; uma já abandonada não pode ser reaberta pela mesma ação que reabre uma em andamento. Quando isso acontece dentro de um lote, aquela tarefa não é ignorada em silêncio: ela aparece no painel como recusada, com o motivo — por exemplo, “já estava concluída”. O restante do lote que não tinha esse problema é processado normalmente. Esse mesmo painel — concluído, recusado por regra, falhou — é o modelo usado em toda ação em lote do RIT360 Financeiro; você vai encontrá-lo de novo em Evidências, abaixo.

O painel permanece na tela depois da ação — não é um aviso rápido que some sozinho. Se o lote for grande, releia com calma antes de fechar.

Comunicação (Mural). A linha do tempo do projeto. Reúne, no mesmo lugar, os eventos do sistema (mudou de status, entrou alguém na equipe, tarefa concluída) e os comentários da equipe. Você escreve um comentário, menciona alguém com @ (a pessoa é notificada) e filtra por Todos / Eventos do sistema / Comentários / Status updates. O autor ou a coordenação pode remover um comentário — ele fica marcado como “removido”, sem apagar o histórico.

Status update. Um recado periódico da coordenação sobre o andamento (o que avançou, o que está pendente, próximos passos). Se o projeto fica muitos dias sem um update, o RIT360 Financeiro lembra a coordenação.

Evidências. Anexos que comprovam o que foi feito — fotos do evento, documentos, vídeos. Cada projeto tem um espaço próprio de armazenamento. Quem enviou um anexo pode removê-lo dentro de uma janela de 24 horas após o envio; passado esse prazo, só a coordenação do projeto remove.

Remover várias evidências de uma vez

Marque o checkbox de cada evidência que quiser remover (ou selecione todas de uma vez) e confirme pela barra de ações no rodapé — útil quando sobra um lote de fotos ou documentos enviados por engano ou já substituídos.

Lista de evidências com seleção múltipla e a barra de remover em lote Evidências selecionadas e o botão “Remover selecionadas” no rodapé

Vale a mesma regra de sempre: coordenação remove qualquer evidência; quem enviou, só dentro das 24 horas. Uma evidência fora dessa janela, marcada por quem não é coordenador, não trava o lote inteiro — ela aparece recusada, com o motivo, no mesmo painel de resultado descrito em Tarefas, acima.

✓ Dica · O mural é a memória do projeto

Em OSC, a equipe muda: voluntário entra, coordenador sai, a diretoria roda. O mural preserva a história contável e a história humana do projeto no mesmo lugar — quem decidiu o quê, quando, e por quê. Na hora de prestar contas ou de fazer o próximo projeto parecido, ele vale ouro.

A aba Financeiro

Aba Financeiro Financeiro do projeto — registrar despesa, pendentes de aprovação, orçamento e lançamentos vinculados

🎥 Vídeo tutorial · Vincular lançamentos a um projeto

Esta tela tem um vídeo curto (sem áudio, com legendas) mostrando como ligar receitas e despesas ao projeto certo — clique no ícone de vídeo, no canto direito do cabeçalho. Veja todos os vídeos disponíveis em Vídeos tutoriais dentro do app.

O Financeiro mostra o dinheiro do projeto sem tirar nada do caixa geral da OSC:

  • Registrar despesa do projeto — abre um reembolso ou um pedido de compra e pagamento já vinculado a este projeto. A solicitação segue o fluxo normal de aprovação da OSC.
  • Vincular lançamentos existentes — atribui a este projeto movimentações que já foram lançadas e ainda não tinham projeto. Ver Vincular lançamentos existentes, abaixo.
  • Receitas e Despesas — os valores realizados e previstos de receita e despesa vinculadas ao projeto. Se o projeto ainda não tem nenhuma receita lançada, aparece zerado, com a frase “Nenhuma receita vinculada a este projeto ainda.”.
  • Orçamento do projeto — previsto, gasto e sobra do projeto como um todo, em três números. Ver Orçamento do projeto, abaixo.
  • Quem paga este projeto — de onde vem o dinheiro: uma ou mais fontes (caixa geral, receitas próprias, financiador), cada uma com o seu período, e o plano de trabalho de cada financiador. Ver Quem paga este projeto, abaixo.
  • Aguardando aprovação — lista os pedidos e reembolsos do projeto que ainda não foram aprovados (com o selo “Aguardando Aprovação” ou “Rascunho”). Clique para abrir o pedido. Esses pendentes não entram nos totais — servem só para você saber o que já foi solicitado e não pedir o mesmo pagamento duas vezes. Quando aprovados, saem daqui e passam a contar como movimentação vinculada.
  • Lançamentos vinculados — as movimentações já atribuídas ao projeto, com filtros. Cada linha mostra o valor e acompanha a situação do lançamento conforme ele evolui: aparece quando é vinculado (previsto), muda para pago quando o pagamento é registrado e para estornado se for revertido — sempre na mesma linha, sem duplicar. Assim toda a equipe do projeto enxerga, em um só lugar, o que já foi previsto, o que foi efetivamente pago e o que foi estornado, com os valores visíveis a todos os membros.

✓ Dica · Todo mundo vê o dinheiro do projeto

Os lançamentos vinculados e seus valores ficam visíveis para todos os membros do projeto, não só para a coordenação. Isso mantém a equipe alinhada sobre quanto já foi gasto e evita a sensação de “caixa-preta” que costuma minar a confiança em iniciativas coletivas.

Vincular lançamentos existentes

Ao clicar em Vincular lançamentos existentes, a janela lista as movimentações da organização que ainda não têm projeto — com busca por título ou contraparte e um filtro por conta bancária, útil quando a OSC segrega uma conta por projeto (ver Conta com projeto e centro de custo padrão, em Movimentações) e você quer vincular só o que passou por aquela conta.

A janela conta, o tempo todo, quantos lançamentos da lista podem e quantos não podem ser vinculados — a mesma regra de Quando uma categoria não é aceita pelo projeto, acima: um projeto com categorias permitidas só aceita lançamento cuja categoria esteja na lista. Por padrão, a lista mostra só os elegíveis; um botão “Mostrar os N não elegíveis” traz os demais para conferência, com a caixa de seleção desabilitada em cada um — dá para ver por que ficaram de fora, mas não para marcá-los sem resolver o motivo primeiro.

  • Cada lançamento não elegível mostra o motivo na própria linha — “Categoria fora das permitidas por este projeto — autorize-a em Identidade › Categorias permitidas para vincular.”
  • Selecionar todos marca só os elegíveis da lista filtrada no momento — nunca os desabilitados.
  • O botão de confirmação já diz quantos serão vinculados (“Vincular 4 lançamentos”), e some se nada estiver selecionado.

⚠️ Atenção · Nenhum lançamento cabe no projeto? A tela explica por quê

Se, depois de filtrar, nenhum lançamento da lista puder ser vinculado, a janela não mostra uma lista vazia sem contexto — ela diz que este projeto só aceita algumas categorias e que nenhum dos lançamentos está nelas, e aponta o caminho: abrir o projeto, ir em Identidade › Categorias permitidas e incluir as categorias que faltam. Um link permite ver os não elegíveis mesmo assim, para você conferir de qual categoria se trata antes de decidir.

✓ Dica · Filtre por conta antes de vincular um lote grande

Numa OSC com muitas contas e vários projetos rodando ao mesmo tempo, filtrar por conta antes de selecionar reduz o risco de vincular ao projeto errado um lançamento de outra iniciativa que só coincide de estar sem projeto ainda.

Quem pode: vincular lançamentos exige o papel de Coordenador do projeto (ver Conceitos essenciais, acima). O coordenador enxerga aqui a lista de lançamentos sem projeto mesmo sem ter o menu Movimentações — é daí que ele escolhe o que atribuir ao seu projeto; depois de vinculados, esses lançamentos passam a aparecer em Lançamentos vinculados e ele abre o detalhe de cada um a partir dali (ver O que o Coordenador de Projeto enxerga). Projeto concluído ou cancelado não recebe novos vínculos por aqui, do mesmo jeito que não recebe pelo Corrigir dados de um lançamento pago nem pela atribuição em lote.

Quando algum lançamento já está pago

Janela "Vincular lançamentos existentes" com três lançamentos já pagos selecionados: o aviso laranja "Os 3 lançamentos selecionados já estão pagos", o campo do motivo preenchido e o botão "Vincular 3 lançamentos" habilitado Com lançamentos já pagos na seleção, a janela abre o campo do motivo, obrigatório — aqui já preenchido, com o botão de confirmar liberado

A mesma janela no celular, com o aviso dos lançamentos já pagos e o campo do motivo no alto da lista A mesma janela, no celular

Se, entre os lançamentos que você selecionou, algum já estiver pago, a janela avisa quantos — por exemplo, “2 dos 5 selecionados já estão pagos” (ou “Os 3 lançamentos selecionados já estão pagos”, quando são todos) — e abre um campo de motivo, obrigatório, com pelo menos 10 caracteres (a própria tela diz “Mínimo de 10 letras.”). Enquanto o motivo não tiver 10 caracteres (espaços no começo e no fim não contam), o botão de confirmar fica desabilitado; e, sem motivo, nada é vinculado — nem os pendentes da mesma seleção, porque o lote é aceito ou recusado inteiro. O motivo fica registrado no histórico. Selecionando só lançamentos pendentes ou atrasados, o campo nem aparece.

O mesmo vale para o vínculo retroativo das vendas do WooCommerce: quando você associa um produto da loja ao projeto e a tela pergunta “Vincular vendas passadas?”, a janela mostra, do mesmo jeito, quantas das vendas encontradas já estão pagas e pede o motivo — seja você vincular todas ou só as a partir de uma data. Como as vendas da loja entram no RIT360 Financeiro já pagas, na prática o motivo costuma ser exigido nesse caminho.

💡 Por que isso importa

Lançamento pago já entrou no caixa e, muitas vezes, nos relatórios de um período. Vinculá-lo a um projeto muda o que esse projeto mostra como gasto ou arrecadado, e os números que você já apresentou deixam de bater com o que o sistema mostra hoje. Pedir o motivo obriga a pensar antes e deixa, para quem auditar depois, a razão escrita por quem decidiu.

✓ Dica · Escreva o motivo para quem vai ler daqui a um ano

“Venda das camisetas do evento, lançada antes de o projeto existir” ajuda; “ajuste” não. O motivo é o que explica, na trilha, por que a receita mudou de projeto depois de paga. Se os lançamentos têm razões diferentes, faça um vínculo para cada grupo, cada um com o seu motivo.

⚠️ Atenção · Se aparecer “Motivo obrigatório”

A mensagem “Há lançamento já pago. Escreva o motivo do vínculo (mínimo 10 letras). Nada foi vinculado.” significa exatamente isso: nada foi alterado. Escreva o motivo (10 caracteres ou mais) e confirme de novo.

Produtos da loja (WooCommerce) no projeto

Quando a organização vende pela loja virtual — camisetas do grupo, inscrições, doações —, as vendas entram no RIT360 Financeiro como lançamentos já pagos. O bloco de produtos do WooCommerce na visão geral do Financeiro do projeto serve para dizer qual produto da loja pertence a este projeto, de modo que as vendas dele entrem como receita do projeto e não como receita solta da organização. Sem isso, o dinheiro da campanha aparece no caixa geral e o relatório do projeto fica sem a receita que ele mesmo gerou.

📖 Conceito · Só aparece com a loja conectada

O bloco depende da integração com a loja: em Configurações → Organização → WooCommerce, a integração precisa estar ativa e o catálogo de produtos precisa ter sido sincronizado (botão Sincronizar produtos do WooCommerce, que mostra a data da última sincronização). Essa sincronização só traz a lista de produtos — não cria lançamentos nem altera pedidos. Com a integração desativada, o bloco não aparece no projeto.

Associar um produto ao projeto

  1. Abra o projeto e vá à aba Financeiro; o bloco de produtos do WooCommerce fica na Visão geral.
  2. Escolha, entre os produtos sincronizados da loja, o que pertence a este projeto.
  3. Ao associar, a tela pergunta “Vincular vendas passadas?”:
    • Não — nenhuma venda antiga é atribuída ao projeto; a pergunta é só sobre as vendas que já aconteceram.
    • Sim — você escolhe se vincula todas as vendas já importadas desse produto ou só as a partir de uma data; as vendas encontradas são atribuídas ao projeto de uma vez.
  4. Se, entre as vendas encontradas, alguma já estiver paga — e as vendas da loja entram no sistema já pagas, então na prática é o caso comum —, a janela avisa quantas e pede o motivo do vínculo (obrigatório, mínimo de 10 caracteres, fica registrado no histórico). Sem o motivo, nada é vinculado. É a mesma regra de Quando algum lançamento já está pago.

⚠️ Atenção · “Vincular vendas passadas” muda os totais do projeto

As vendas antigas passam a contar como receita deste projeto: o saldo, a receita realizada e o relatório de acompanhamento dele mudam na hora. Vincule a partir de uma data quando o produto da loja existia antes do projeto (um produto reaproveitado de uma campanha anterior, por exemplo) — assim as vendas da campanha passada não entram na prestação de contas da atual. Ao escolher “todas”, confira antes se todas as vendas daquele produto de fato pertencem ao projeto.

✓ Dica · O motivo é o que o auditor vai ler

Escreva o motivo como quem explica para a comissão fiscal: “Vendas de camisetas de 2026, arrecadadas para o projeto desde o primeiro lote” diz mais do que “ajuste”. O motivo fica no histórico dos lançamentos vinculados.

Quando dá errado

  • O produto que você procura não está na lista: o catálogo não foi sincronizado desde que o produto foi criado na loja. Em Configurações → Organização → WooCommerce, use Sincronizar produtos do WooCommerce.
  • O botão de confirmar não habilita: o motivo ainda tem menos de 10 caracteres (espaços no começo e no fim não contam).
  • Nada foi vinculado depois de recusar o motivo: o lote é aceito ou recusado inteiro; refaça a operação com o motivo preenchido.

Calculadora de taxa de evento (projetos do tipo Evento)

Calculadora de taxa Calculadora de taxa — simula a taxa por pagante a partir de custos, isentos, voluntários e a regra de pagamento

Para um Evento, a aba Financeiro tem a sub-aba Calcular taxa, que ajuda a definir quanto cobrar de inscrição para o evento se pagar. Você informa os custos previstos, um fundo de reserva (%), um custo por participante (o gasto marginal por pessoa atendida — kit, alimentação, material), e quantos serão pagantes, isentos e voluntários e/ou equipe de serviço. A calculadora mostra, em tempo real, a taxa por pagante, a receita prevista e a sobra.

📖 Conceito · Quem não paga, alguém cobre

A lógica é simples e justa: os pagantes cobrem o custo fixo do evento mais o custo de cabeça de quem é atendido mas não paga a própria inscrição (isentos e, conforme a regra, voluntários). Por isso, ao aumentar o número de isentos, a taxa por pagante sobe — o custo deles foi redistribuído. A regra de pagamento dos voluntários (rateado, taxa cheia, com desconto, ou a OSC paga) muda como o voluntário entra nessa conta; a descrição da regra escolhida aparece logo abaixo do seletor. Com “custo por participante” igual a zero, a taxa volta a ser o simples rateio do custo entre os pagantes.

Você pode salvar simulações no histórico, adotar uma como taxa oficial do evento ou marcar o evento como gratuito.

Orçamento do projeto

O bloco Orçamento do projeto, na aba Financeiro, mostra três números do projeto como um todo: Previsto, Gasto e Sobra. Quem coordena o projeto pode editar o total previsto a qualquer momento, pelo botão Editar total.

Bloco Orçamento do projeto com Previsto, Gasto e Sobra, e o diálogo "Editar total previsto" aberto Orçamento do projeto — Previsto, Gasto e Sobra, com o diálogo de edição do total aberto

O bloco Orçamento do projeto no celular O mesmo bloco, no celular

Este número não se divide por categoria nem por conta — é a visão rápida de “o projeto está dentro do orçamento?”. O detalhe por financiador — o que cada um aprovou, quanto já foi gasto de cada rubrica — vive no plano de trabalho de cada fonte, a seguir.

Quem paga este projeto

💡 Por que isso importa

Todo projeto de OSC tem uma resposta para “de onde vem esse dinheiro?” — só que ela raramente é uma resposta só. Um acampamento pode começar com o caixa geral, ganhar um patrocínio no meio do caminho e ainda vender uma rifa. Um convênio de dois anos pode terminar e o projeto continuar por conta própria. O RIT360 Financeiro trata isso como o que é: uma lista de fontes, cada uma valendo por um período, em vez de uma única resposta fixa escolhida na criação do projeto.

Cada projeto tem uma lista de fontes — de onde vem o dinheiro que o financia. Uma fonte é de um destes três tipos:

Tipo Exemplo Pede plano de trabalho? Conta exclusiva?
Caixa geral da organização dinheiro próprio da OSC Opcional, se a OSC quiser acompanhar mesmo assim Não
Receitas do próprio projeto festa, bazar, doação dirigida ao projeto Não Não
Financiador edital, convênio, termo de fomento, emenda parlamentar, patrocínio Sim, no sentido de que é para isso que ele serve Opcional — pergunta-se se o financiador exige

Bloco "Quem paga este projeto" com dois financiadores e o caixa geral “Quem paga este projeto” — dois financiadores e o caixa geral da OSC, cada um com seu período, o recebido, o gasto e o próprio plano de trabalho

Acrescentar ou editar uma fonte

Clique em Acrescentar fonte (ou Editar fonte, numa já existente). Preencha:

  • Tipo — um dos três da tabela acima;
  • Nome do financiador — obrigatório só para o tipo Financiador (para os demais, um nome é opcional, útil quando há mais de uma receita própria a distinguir);
  • Instrumento (opcional) — o edital, convênio ou termo de fomento que identifica a fonte para quem for auditar depois;
  • Início e Fim — o período em que a fonte vale. Deixe o fim vazio enquanto ela ainda estiver ativa;
  • O financiador exige conta só para este dinheiro? — marque se sim, e escolha a conta exclusiva daquela fonte.

📖 Conceito · O período é o que resolve entrada e saída de financiador no meio do caminho

Um projeto pode ter várias fontes ao mesmo tempo, e cada uma tem um começo e (quando aplicável) um fim. É assim que o RIT360 Financeiro cobre os dois casos comuns: o projeto que começa com recursos próprios e ganha um financiador depois, e o que perde o convênio na metade e segue por conta própria — em nenhum dos dois casos é preciso apagar ou recriar nada, só acrescentar a fonte nova ou encerrar a antiga.

✓ Dica · Conta exclusiva é sobre o financiador, não sobre a OSC

Marque “conta só para este dinheiro” quando for o financiador que exige — é comum em convênio e termo de fomento, porque facilita a prestação de contas dele. Se a exigência é só uma preferência interna da sua OSC, você pode abrir a conta exclusiva mesmo assim; a diferença é que, para o caixa geral e para receitas próprias, isso quase nunca é necessário.

Projetos antigos foram convertidos automaticamente

Todo projeto que já existia antes desta versão ganhou, automaticamente, uma primeira fonte — refletindo como ele já estava declarado (caixa geral, ou com receitas próprias). Nada foi perdido nem precisa ser refeito; a lista de fontes só passou a aparecer na tela.

Projeto sem financiador

Se o seu projeto só usa caixa geral e receitas próprias — sem nenhum financiador —, a aba Financeiro mostra só o Orçamento do projeto (acima) e uma frase convidando a acrescentar um financiador, quando fizer sentido:

“Entrou dinheiro de edital, convênio ou patrocínio? Acrescente o financiador em ‘Quem paga este projeto’, e o sistema passa a acompanhar o plano de trabalho dele.”

Nada fica escondido: a tela simplesmente não mostra plano de trabalho até existir um financiador para ter um.

Encerrar uma fonte

Encerrar uma fonte é só marcar uma data de fim — não existe uma operação especial de “cancelar financiador”. Clique em Encerrar fonte e confirme.

  • Nada do que já foi lançado com aquela fonte desaparece ou muda. As despesas continuam identificadas como daquela fonte, no plano de trabalho dela e na aba Financeiro.
  • A fonte deixa de ser oferecida em lançamentos novos a partir da data de encerramento.
  • Uma fonte encerrada continua visível para consulta — a organização não perde o histórico nem o plano de trabalho dela.
  • Se o projeto continuar depois do encerramento, é só acrescentar outra fonte (o caixa geral, outro financiador) para cobrir o que vem a partir de então.

💡 Por que isso importa

É comum um convênio acabar e o projeto seguir rodando com outro dinheiro, ou terminar de fato. Tratar isso como “encerrar uma fonte com data”, em vez de uma decisão especial e irreversível, deixa a prestação de contas daquele financiador intacta e não obriga a OSC a decidir, na hora do encerramento, o que vai acontecer com o projeto depois.

✓ Dica · Fonte encerrada continua emitindo prestação de contas

Encerrar não tira o botão Prestação de contas da fonte (ver Prestação de contas de uma fonte, abaixo). Você continua podendo emitir o documento dela — inclusive anos depois, para uma auditoria ou uma cópia perdida — com o mesmo período que ela cobriu enquanto esteve ativa.

Prestação de contas de uma fonte

💡 Por que isso importa

Prestar contas a um financiador é provar, com números e documento, quanto ele repassou, quanto foi gasto em cada item do plano de trabalho e quanto sobrou ou foi devolvido — para o edital, o convênio, a emenda ou o patrocínio, daquela fonte específica, não da OSC inteira. Sem isso, prestar contas significa recortar manualmente as movimentações do projeto que pertencem àquele financiador em particular, separando-as do que veio do caixa geral ou de outro financiador do mesmo projeto — trabalho que se repete a cada prestação e que é fácil de errar. O RIT360 Financeiro monta esse documento pronto, pela própria fonte.

Exemplo: o Instituto Exemplo tem um projeto de reforço escolar financiado por dois convênios ao mesmo tempo — a Prefeitura (R$ 40.000, já encerrado) e uma fundação privada (R$ 25.000, ainda em execução). Ao prestar contas à Prefeitura, a coordenadora abre a fonte “Prefeitura — Convênio 12/2025” e emite a prestação de contas só dela: o documento não mistura o dinheiro da fundação, mesmo que as duas fontes financiem o mesmo projeto ao mesmo tempo.

Cada fonte de um projeto — ativa ou já encerrada — tem o botão Prestação de contas, no bloco Quem paga este projeto, na aba Financeiro. Ele abre uma janela para escolher o período: por padrão, do início da fonte até o fim dela (se já encerrada) ou até hoje (se ainda ativa) — mas você pode estreitar ou alargar as datas antes de confirmar.

Janela "Prestação de contas de {fonte}", com os campos De/Até e o botão Emitir prestação de contas Prestação de contas de uma fonte — escolha o período e emita o documento

Ao confirmar, o documento é preparado em segundo plano — o mesmo comportamento de todo relatório do RIT360 Financeiro, já visto no relatório de encerramento do projeto: abre uma página de acompanhamento, e o download começa sozinho quando o PDF fica pronto (você pode fechar a aba, porque o link também chega por aviso). O documento pronto fica guardado na área Documentos, com o tipo “Prestação de contas por fonte”.

O que vem no documento

Na ordem:

  1. Capa — organização, projeto, financiador, instrumento (o edital/convênio, quando informado) e período; e, quando a fonte tem conta exclusiva, o nome da conta.
  2. Resumo — recebido do financiador, gasto, devolvido e saldo, em quatro números.
  3. Repasses recebidos — cada valor que entrou daquela fonte, no período.
  4. Plano de trabalho vigente, item a item — para cada rubrica, o aprovado original, o aprovado vigente (depois de aditivos e remanejamentos), o gasto e o saldo, com as despesas daquele item listadas por baixo. Rubrica acima do plano ganha um selo de aviso.
  5. Histórico do plano — as versões aprovadas (original e aditivos) e os remanejamentos do período, cada um com data, valor, justificativa e se há documento anexado.
  6. Despesas fora do plano de trabalho — as que usam categoria não associada a nenhum item.
  7. Despesas sem item escolhido — as que ficaram associadas à fonte sem alguém ter escolhido a rubrica.
  8. Devoluções ao financiador — o que foi devolvido no período (ver Devolução é despesa da fonte, não estorno, acima).
  9. Despesas em aberto — despesas da fonte já assumidas mas ainda não pagas no período, com vencimento, situação e valor. Assim como na prestação de contas geral, essa seção aparece sozinha quando há alguma despesa em aberto e some quando não há; o total em aberto aparece à parte, sem entrar em nenhuma soma da apuração acima.
  10. Despesas do projeto sem fonte definida no período — um alerta de que esses lançamentos não entram nos números acima e precisam ser corrigidos para a prestação fechar certo.
  11. Anexo “de → para” — a ligação, vigente em cada data, entre os itens do plano e as categorias da organização que contam para eles.

📖 Conceito · Seção vazia não some — ela diz “Nada no período”

Uma fonte sem devolução no período, ou sem nenhuma despesa fora do plano, continua mostrando a seção correspondente — só que com o aviso “Nada no período”, em vez de simplesmente pular a seção. É assim que quem lê a prestação sabe que aquele item foi checado e deu zero, não que o documento esqueceu de olhar.

⚠️ Atenção · Fonte sem plano de trabalho traz um documento mais simples

Uma fonte do tipo Caixa geral ou Receitas do próprio projeto que nunca teve plano de trabalho cadastrado (ver Plano de trabalho, abaixo) gera a prestação sem as seções de plano, histórico, fora do plano, sem item escolhido e “de → para” — ficam só capa, resumo, repasses, devoluções e despesas sem fonte definida. Nada é inventado para preencher espaço.

Quem pode emitir

Quem coordena o projeto (ver Papel no projeto, acima) ou tem a permissão de ver relatórios da organização. Sem nenhum dos dois, o botão Prestação de contas não aparece naquela fonte.

Quando dá errado

  • “Você não pode emitir a prestação de contas desta fonte.” — sua permissão mudou, ou você não é mais coordenador daquele projeto. Peça a alguém com acesso.
  • “Confira as datas do período: a data final não pode ser anterior à inicial.” — ajuste o período antes de confirmar; a própria janela já avisa isso antes de você clicar em Emitir.
  • “A geração de documentos não está configurada. Avise o suporte.” — falha de infraestrutura da organização, não algo que se resolve tentando de novo.
  • “Não foi possível pedir a prestação de contas agora. Tente novamente.” — instabilidade momentânea; tente de novo em instantes.

Um atalho a partir da lista de contas

Uma fonte com conta exclusiva (ver Acrescentar ou editar uma fonte, acima) aparece também em Configurações → Contas Bancárias: a linha da conta mostra a que fonte e a que projeto ela atende, e quem pode emitir a prestação encontra o mesmo botão ali — ver Contas Bancárias → Conta exclusiva de uma fonte. Útil quando você parte da conta, não do projeto, para achar a prestação de um financiador.

Plano de trabalho (plano de aplicação)

💡 Por que isso importa

Quando um financiador aprova um projeto, ele aprova um plano de trabalho (ou plano de aplicação): quanto pode ser gasto em cada item, com o nome que ele usa — “material de consumo”, “serviços de terceiros”, “pessoal” — que raramente é igual às categorias que a sua OSC já usa no dia a dia. Prestar contas significa provar, item por item do plano, quanto foi gasto e em quê. O RIT360 Financeiro faz essa amarração uma vez, no próprio plano — o “de → para” entre os itens do financiador e as categorias da sua organização — em vez de você remontar essa conta à mão toda vez que uma prestação de contas vence.

Cada financiador tem o seu próprio plano de trabalho. O caixa geral também pode ter um, se a OSC quiser acompanhar internamente sem financiador nenhum de fora.

Plano de trabalho de um financiador, com item, gasto e categorias associadas Plano de trabalho (plano de aplicação) de um convênio — cada item com o gasto e o aprovado, as categorias da organização que contam para ele e o aviso de despesa fora do plano

Criar o plano de trabalho de uma fonte

Na fonte, clique em Criar plano de trabalho. Para cada item do plano de trabalho (rubrica), informe:

  • o nome exatamente como o financiador chama aquele item (não precisa ser o nome de uma categoria sua);
  • o valor aprovado;
  • quais categorias da organização contam para ele — o “de → para”.

📖 Conceito · Item do plano × categoria da organização

O item do plano de trabalho não é uma categoria da sua OSC — é o item que consta no plano aprovado pelo financiador, com o valor que ele autorizou. As categorias que você já usa continuam existindo do jeito que sempre existiram; o “de → para” é só a ponte entre as duas coisas. Uma categoria sua pode contar para mais de um item do mesmo plano (por exemplo, “Consultoria” e “Oficinas” dividindo o item “Serviços de terceiros”) — nesse caso, o lançamento pergunta de qual item é a despesa. Um item pode não ter nenhuma categoria associada ainda — nesse caso, também é perguntado.

Exemplo: o Termo de fomento 045/2026 aprovou três itens — “Material de consumo” (R$ 8.000), “Serviços de terceiros” (R$ 15.000) e “Pessoal” (R$ 30.000). A OSC associa “Material de escritório”, “Material de limpeza” e “Alimentação” ao item “Material de consumo” — três categorias suas contando para o mesmo item do financiador.

Aditivo: quando o financiador aprova um plano novo

Quando o financiador aprova um plano novo — valor maior, itens novos — clique em Registrar aditivo. O aditivo entra como versão nova do plano; a versão anterior fica guardada exatamente como estava, e os remanejamentos seguintes passam a valer sobre a versão vigente.

Remanejamento: mover valor entre itens do mesmo plano

Clique em Remanejar para passar valor aprovado de um item para outro do mesmo plano de trabalho. Preencha:

  • Sai de e Vai para — os dois itens, do mesmo plano;
  • Valor e Data;
  • Justificativa (obrigatória, com pelo menos 10 caracteres) — explique por que o valor mudou de item, para quem for ler depois;
  • Documento do financiador (opcional) — o ofício, e-mail ou termo em que o financiador aceitou a mudança.

✓ Dica · O documento não é obrigatório, mas é o que prova a mudança numa auditoria

Guardar o documento aqui é escolha da sua organização — o remanejamento vale sem ele, com só a justificativa. Mas é esse documento que, numa auditoria do financiador, mostra que a mudança foi de fato aceita por quem tinha autoridade para aceitá-la, e não apenas decidida internamente pela OSC. Anexando-o, ele fica junto do remanejamento no histórico do plano, pronto para quando for pedido.

⚠️ Atenção · Remanejamento é só dentro do mesmo plano

Tirar dinheiro do plano de um financiador para cobrir um item de outro financiador não é remanejamento — é outro dinheiro, e não é isso que esta tela faz. O remanejamento move valor aprovado só entre itens do plano de trabalho da mesma fonte.

Ver histórico

O botão Ver histórico, no plano de trabalho de cada fonte, mostra a sequência completa: o plano aprovado original, cada aditivo, cada remanejamento (com a justificativa e se há documento anexado) e as mudanças no “de → para” das categorias — cada uma com a data em que passou a valer. É como ver o plano em qualquer dia do passado, e é o material pronto para uma prestação de contas ou uma auditoria.

Histórico do plano de trabalho, com versões, remanejamentos e mudanças de categoria Histórico do plano de trabalho — versões aprovadas, remanejamentos (com justificativa e indicação de documento, quando houver) e as categorias ligadas a cada rubrica, com data

📖 Conceito · O plano aprovado nunca é sobrescrito

Mudar o “de → para” de um item não altera o valor que o financiador aprovou — só muda, a partir daquela data, em qual item as despesas daquela categoria passam a contar. A prestação de contas usa o “de → para” vigente na data de cada despesa, e o histórico mostra quando ele mudou.

Fora do plano de trabalho

Uma despesa cuja categoria não está associada a nenhum item do plano vigente daquela fonte é paga normalmente, e fica marcada como fora do plano de trabalho — com aviso na hora e um atalho para incluir a categoria num item. Ela aparece assim tanto na tela do plano quanto numa futura prestação de contas: é aviso, não pendência — nada trava por causa disso.

Acima do plano: risco de glosa, nunca retenção

Se uma despesa faz um item passar do valor aprovado, o pagamento acontece normalmente — o RIT360 Financeiro nunca retém nem recusa um pagamento por isso. O que aparece é um aviso, no item e no lançamento, de que o valor está acima do aprovado e que o financiador pode glosar a despesa. O atalho para Remanejar fica à mão, junto do aviso.

Item do plano de trabalho com gasto acima do aprovado: valor em destaque, aviso de possível glosa e o botão Remanejar ao lado dos demais Item do plano com gasto acima do aprovado — “R$ 1.200,00 de R$ 1.000,00”, o aviso de risco de glosa e o atalho Remanejar

⚠️ Por que o sistema não trava o pagamento acima da rubrica

O RIT360 Financeiro é um sistema de gestão financeira, não o guardião do que o financiador vai aceitar. Travar o pagamento seria decidir, no lugar do financiador, que aquela despesa não pode acontecer — e isso não é uma decisão que o sistema tem elementos para tomar: pode ser um remanejamento a caminho, um gasto que a OSC decidiu assumir por fora, ou uma negociação já em curso com o financiador. O sistema avisa o risco (a glosa é uma possibilidade real) e registra o fato (o aviso fica na tela e na prestação de contas) — quem decide o que fazer é quem coordena o projeto e, no fim das contas, o próprio financiador.

As categorias permitidas do projeto continuam separadas

Ter plano de trabalho não liga a restrição de categorias permitidas do projeto. São duas coisas diferentes: o plano de trabalho acompanha, por financiador, quanto foi gasto em cada item; as categorias permitidas restringem, no nível do projeto inteiro, quais categorias ele aceita. Um projeto pode ter plano de trabalho sem nenhuma categoria permitida configurada (aceitando todas), e vice-versa.

De qual fonte e de qual item sai cada despesa

Ao lançar ou pagar uma despesa do projeto, o RIT360 Financeiro decide fonte e item do plano sozinho quando não há dúvida, pergunta quando há, e avisa (sem travar) quando falta informação:

  • Fonte com conta exclusiva — automático: a despesa saiu daquela conta, então é daquela fonte.
  • Mais de uma fonte possível (nenhuma com conta exclusiva, ou mais de uma cabendo) — o lançamento pergunta, no bloco “De qual dinheiro sai este lançamento”. O seletor abre em Escolher fonte, sem nenhuma opção marcada: a escolha é sua.
  • Categoria associada a um item só — automático.
  • Categoria associada a mais de um item, ou fonte com itens sem categoria — o lançamento pergunta o item (o seletor abre em Escolher rubrica, sem sugestão).
  • Categoria não associada a nenhum item — a despesa é paga e marcada fora do plano de trabalho, sem perguntar (não há o que escolher).

Bloco "De qual dinheiro sai este lançamento" no novo lançamento: seletor de Fonte, seletor de Rubrica do plano de trabalho e o aviso de que o valor passa do aprovado “De qual dinheiro sai este lançamento” — com duas fontes possíveis, o lançamento pergunta a fonte e, depois dela, a rubrica; se o valor passa do aprovado, o aviso de glosa aparece na hora

Parcelas e recorrências herdam a escolha feita no lançamento — todas as ocorrências criadas junto passam a valer para a mesma fonte e item, exceto as que caem fora do período de validade da fonte escolhida.

Lançamento sem fonte definida

Se a despesa não tem conta que identifique a fonte e há mais de uma possível (ou nenhuma), o lançamento mostra um aviso pedindo confirmação:

“Este lançamento ficará sem fonte definida: ele fica de fora da prestação de contas de qualquer fonte e vai precisar ser corrigido para a prestação fechar certo. Confirmo mesmo assim.”

Você confirma e o lançamento segue normalmente — nada é bloqueado. A aba “Quem paga este projeto” também avisa, à parte, quantos lançamentos do projeto ainda estão sem fonte.

Corrigir depois: “Quem pagou este lançamento”

Escolheu errado, ou quer completar um lançamento que ficou sem fonte? Abra o lançamento — o bloco “Quem pagou este lançamento” aparece em qualquer movimentação vinculada a um projeto, seja despesa, receita ou transferência, e deixa trocar a fonte a qualquer momento.

Bloco "Quem pagou este lançamento" numa despesa, com os seletores de Fonte e Rubrica do plano de trabalho “Quem pagou este lançamento” numa despesa — fonte e rubrica já resolvidas automaticamente pelo sistema

O mesmo bloco no celular O mesmo bloco, no celular

⚠️ Atenção · Rubrica e devolução só existem em despesa

Numa receita ou numa transferência, o bloco mostra só o seletor de Fonte — sem o item do plano de trabalho e sem a caixa de devolução ao financiador. Faz sentido: rubrica é onde uma despesa consumiu o plano de trabalho, e devolução é dinheiro que volta ao financiador — nenhum dos dois se aplica a dinheiro que está entrando (receita) ou só mudando de conta dentro da própria organização (transferência). Nesses dois tipos, o bloco serve só para você saber (e registrar) de qual fonte veio ou para qual fonte foi aquele lançamento.

Bloco "Quem pagou este lançamento" numa receita, mostrando só o seletor de Fonte — sem rubrica nem caixa de devolução Numa receita, o bloco só pergunta a fonte — sem rubrica nem devolução, que só existem em despesa

O mesmo bloco no celular O mesmo bloco, no celular

✓ Dica · Devolução é despesa da fonte, não estorno

Precisou devolver dinheiro ao financiador (por exemplo, um saldo que sobrou no fim do convênio)? Marque a caixa “É uma devolução de recurso ao financiador” no próprio lançamento de devolução — não estorne a despesa original. A devolução fica registrada como um movimento próprio daquela fonte, e a prestação de contas dela mostra as duas pontas: o que foi gasto e o que foi devolvido.

A aba Relatório

Aba Relatório do projeto Relatório do projeto — receitas e despesas por categoria, com gráficos e exportação

A aba Relatório mostra os números do projeto dentro dos relatórios financeiros da OSC: receitas e despesas por categoria, com gráficos de distribuição, abas de Atenção e Previsão, escolha de período e exportação. Os Relatórios gerais também ganharam um filtro por projeto, para você recortar receitas, despesas e gráficos por uma iniciativa específica.

A aba Encerramento

Wizard de encerramento Encerramento — assistente de avaliação guiado por passos

Quando a execução termina, o Encerramento conduz a coordenação por um assistente de avaliação: os objetivos foram alcançados (sim / parcial / não)? Os critérios de sucesso foram atendidos? Como foi o engajamento da equipe? Quantas pessoas foram atendidas? Quais foram os pontos altos, os pontos a melhorar e a lição mais importante?

Como preencher bem cada campo

A qualidade do encerramento depende do que é escrito nos campos de texto — é isso que alimenta o relatório final e o acervo de Lições Aprendidas da OSC. Cada campo do assistente traz, na própria tela, uma orientação curta e um exemplo. O guia abaixo detalha o que torna cada resposta útil:

  • Objetivos — comentário: explique por que o resultado foi esse (o que ajudou ou atrapalhou), em vez de só repetir a nota. Exemplo: “Batemos os 80 atendimentos, mas só após remarcar por chuva; a parceria com a escola foi decisiva.”
  • Critérios de sucesso — comentário: diga quais critérios foram atingidos e quais ficaram de fora, com número quando houver. Exemplo: “Os 3 critérios de qualidade foram atingidos; o de prazo não — entregamos 2 semanas depois.”
  • Engajamento — comentário: aponte o que sustentou ou minou o engajamento (pessoas, rotina, comunicação). Exemplo: “O grupo no WhatsApp com tarefas semanais manteve todos ativos; faltou um responsável fixo para o financeiro.”
  • Imprevistos: registre o que saiu do plano e, principalmente, como a equipe reagiu. Exemplo: “O fornecedor de som cancelou na véspera; conseguimos um empréstimo com outra OSC parceira em 1 dia.”
  • Pontos altos: o que deu certo e vale repetir. Itens curtos e acionáveis, que outra equipe possa copiar. Exemplos: “Reunião de 15 min toda segunda manteve todos alinhados.” · “Convite enviado 3 semanas antes lotou as vagas.”
  • Pontos a melhorar: o que atrapalhou e o que fazer diferente — foco na ação, não na culpa. Exemplo: “Começamos a divulgação tarde — abrir inscrições com 1 mês de antecedência.”
  • Lição mais importante (obrigatória): um aprendizado que você levaria para qualquer projeto, completando “Se eu fizesse de novo, eu ___“. Exemplo: “…fecharia o orçamento com 20% de folga, porque imprevistos sempre aparecem.”
  • Recomendação: um conselho direto para quem for tocar algo parecido, completando “Quem fizer um projeto parecido deve ___“. Exemplo: “…confirmar o local por escrito com 1 mês de antecedência.”

💡 Dica: escreva pensando no próximo coordenador, que não viveu o projeto. Frases curtas e concretas valem mais que parágrafos genéricos.

Relatório de encerramento Relatório de encerramento — visão consolidada de tudo que o projeto produziu

A partir dessa avaliação e de tudo que o projeto registrou, o RIT360 Financeiro monta um relatório de encerramento consolidado — identificação, resumo financeiro, saúde final, marcos, tarefas, contribuição da equipe, riscos materializados, evidências, status updates, partes interessadas e a avaliação do coordenador. Esse relatório pode ser exportado em PDF para a prestação de contas. Antes de finalizar, é possível gerar um relatório parcial (marcado como rascunho); ao finalizar, a saúde e os números ficam “congelados” como o retrato final do projeto.

Tanto o relatório parcial quanto o final são montados em segundo plano: ao pedir o PDF, abre uma página de acompanhamento que mostra “Gerando…” e o download começa sozinho quando o documento fica pronto — você pode fechar a aba, porque o link também chega no seu e-mail.

Página de acompanhamento do relatório do projeto O relatório do projeto é gerado em segundo plano e baixado automaticamente pela página de acompanhamento.

O PDF de encerramento continua disponível mesmo depois que o projeto é encerrado. Quando o projeto já está Concluído (ou Cancelado) e o encerramento foi finalizado, o botão Baixar PDF do encerramento permanece à mão em dois lugares: na própria aba Encerramento (abaixo do relatório) e na aba Relatório, ao lado do “Gerar relatório parcial”. Assim você recupera o relatório final para a prestação de contas a qualquer momento, sem precisar reabrir o projeto.

Botão Baixar PDF do encerramento num projeto concluído Num projeto já concluído, a aba Encerramento mantém o botão “Baixar PDF do encerramento” ao final do relatório.

O botão de PDF de encerramento aparece para quem coordena o projeto (coordenação, presidência/administração ou tesouraria). Quem tem permissão de exportar dados — como a comissão fiscal — não gera o relatório final, mas consegue baixar um que já tenha sido gerado.

💡 Por que isso importa

A maioria das OSCs nunca fecha um projeto de verdade — o evento acaba, todo mundo vai embora cansado, e o aprendizado se perde. O encerramento estruturado obriga a parar 20 minutos e responder “deu certo? por quê? o que faríamos diferente?”. As lições aprendidas viram patrimônio da OSC: o próximo coordenador de evento começa lendo o que o anterior aprendeu, em vez de repetir os mesmos tropeços. E o PDF resolve, de uma vez, a prestação de contas para o financiador.

O acervo de Lições Aprendidas

Lições aprendidas da OSC Lições aprendidas — o acervo consolidado de tudo que os projetos encerrados ensinaram

Cada encerramento alimenta um acervo de Lições Aprendidas da OSC, acessível pelo botão Lições aprendidas no topo da lista de projetos. Ali ficam reunidas, de todos os projetos concluídos, as boas práticas (o que deu certo e vale repetir), os pontos a melhorar, as lições mais importantes e as recomendações para quem for tocar algo parecido. É a memória institucional da OSC: antes de começar um projeto novo, vale a pena passar os olhos no que os anteriores já ensinaram.

✓ Dica · Comece pequeno: escopo, orçamento total e 3 marcos

Não trave o projeto tentando preencher tudo. Para começar, bastam: um escopo em uma frase, um orçamento total, três ou quatro marcos com data e os riscos óbvios. O resto você detalha conforme anda. Projeto bem gerido não é o mais preenchido — é o que você olha toda semana.

✓ Dica · Use o “Registrar despesa” de dentro do projeto

Quando a despesa é do projeto, peça o reembolso ou o pagamento pelo botão do próprio projeto, não pelo módulo geral. Assim ele já nasce vinculado, aparece nos pendentes do projeto e cai no orçamento certo — sem você precisar lembrar de marcar o projeto depois.

⚠️ Atenção · Pendente não é gasto

A seção “Aguardando aprovação” mostra o que foi solicitado, não o que foi pago. Esses valores não entram no realizado do projeto até serem aprovados. Use a seção para evitar pedir o mesmo pagamento duas vezes — mas lembre que o orçamento só é consumido quando a despesa é, de fato, aprovada e paga.

Glossário rápido

  • Projeto — iniciativa da OSC com objetivo, prazo, orçamento e equipe (evento, obra, campanha, edital, serviço).
  • Arquivado — marcação à parte do ciclo de vida: tira o projeto das listas ativas, do menu, do Painel, da página pública e dos lembretes automáticos, sem apagar nada. Continua valendo para orçamento, relatórios e histórico. Desarquivar devolve tudo como estava; enquanto arquivado, nome e dados de identificação não podem ser editados.
  • Tipo do projeto — categoria que adapta a experiência: Evento, Obra, Campanha, Produto/Serviço, Programa ou “Começar do zero”. Evento ganha calculadora de taxa e participantes; cada tipo (exceto “Começar do zero”) tem marcos-modelo e riscos típicos sugeridos.
  • Programa — tipo de projeto para uma linha de atendimento ou serviço que se repete, com metas e público definido; ao contrário de Evento (data marcada) ou Obra (entrega física), não tem um único marco de conclusão — tem um período, que pode ser longo.
  • Ciclo de vida — a sequência de status do projeto (Em planejamento → Aguardando aprovação → Em execução → Aguardando encerramento → Concluído; além de Pausado e Cancelado).
  • Coordenador do projeto — papel no projeto que conduz o planejamento, as tarefas e as solicitações financeiras.
  • Ex-membro da organização — pessoa que saiu da OSC e permanece na equipe do projeto apenas como registro histórico: não recebe novas atribuições e não pode ser editada nem removida da equipe.
  • Desativado — pessoa que continua vinculada à OSC, mas com o acesso suspenso. Aparece na equipe com esse selo; não tem poder em projetos nem em aprovações enquanto durar, e volta a atuar, com as mesmas designações, assim que o acesso é reativado.
  • Saúde — semáforo (Saudável/Atenção/Crítico) que resume Prazo, Orçamento e Riscos.
  • Marco — entrega ou etapa com data prevista.
  • Severidade do risco — Probabilidade × Impacto, para priorizar riscos.
  • Status update — recado periódico da coordenação sobre o andamento.
  • Evidência — anexo que comprova algo feito no projeto.
  • Taxa de inscrição — valor cobrado dos pagantes de um evento, calculado pela calculadora de taxa.
  • Relatório de encerramento — documento consolidado gerado ao finalizar o projeto, exportável em PDF.
  • Fonte de recurso — de onde vem o dinheiro do projeto: caixa geral da organização, receitas do próprio projeto ou financiador (edital, convênio, termo de fomento, emenda, patrocínio). Cada uma vale por um período. Ver Quem paga este projeto.
  • Plano de trabalho (plano de aplicação) — o plano aprovado por um financiador para o projeto, com um valor por item. Cada financiador tem o seu; o caixa geral pode ter um, se a OSC quiser. Ver Plano de trabalho.
  • Item do plano de trabalho (rubrica) — cada linha do plano de trabalho: um nome (o que o financiador usa), um valor aprovado e as categorias da organização que contam para ele.
  • De → para — a ligação entre um item do plano de trabalho e as categorias da organização que contam para ele. Cada plano tem o seu próprio; a mesma categoria pode ir para itens diferentes em planos de financiadores diferentes.
  • Aditivo — quando o financiador aprova um plano novo (valor maior, itens novos); entra como versão nova do plano, sem apagar a anterior.
  • Remanejamento — mudança de quanto um item do plano pode receber, movendo valor aprovado de um item para outro do mesmo plano, com justificativa obrigatória e documento opcional.
  • Glosa — quando o financiador recusa (não reconhece como despesa válida) um gasto que passou do valor aprovado num item do plano de trabalho. O RIT360 Financeiro avisa o risco; quem decide se a despesa é aceita é o financiador.
  • Fora do plano de trabalho — despesa cuja categoria não está associada a nenhum item do plano vigente daquela fonte. É paga normalmente e aparece como aviso, nunca como pendência.
  • Acima do plano — despesa que faz um item do plano passar do valor aprovado. É paga normalmente, com aviso de risco de glosa.
  • Categoria não permitida — recusa que aparece sempre que se tenta ligar um lançamento (lançar, editar, corrigir, vincular, pedir reembolso ou pagamento) a um projeto cujas categorias permitidas não incluem a categoria daquele lançamento. Ver Quando uma categoria não é aceita pelo projeto — independente do plano de trabalho.
  • Prestação de contas por fonte — o documento que reúne o que uma fonte recebeu, gastou e devolveu, item a item do plano de trabalho dela, para entregar ao financiador. Emitido pelo botão Prestação de contas da fonte, fica guardado em Documentos. Ver Prestação de contas de uma fonte.
  • Rascunho local — cópia do que você está preenchendo num formulário longo (como o cadastro de projeto), guardada automaticamente no seu dispositivo para sobreviver a um fechamento acidental. Some quando o cadastro é concluído; não é enviada ao servidor nem visível a outra pessoa. Ver Sair no meio do cadastro não perde o preenchimento.

Por onde seguir